Ortorexia: Obsessão Alimentar

Ortorexia: Obsessão Alimentar

 

 

 

 

 

 

 

 

A Ortorexia é um transtorno alimentar que se caracteriza pela busca compulsiva por alimentos considerados “super saudáveis”. Vários são os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento deste transtorno alimentar, como: interesse exagerado pela nutrição, personalidades exigentes e restritivas, atletas e pessoas com preocupação excessiva com sua forma corporal, e pacientes que em decorrência de uma doença começam a buscar o consumo de alimentos considerados mais saudáveis.

As pessoas que apresentam este tipo de transtorno, evitam alimentos com sabores artificiais, corantes, conservantes, adoçantes, glúten, lactose, gordura trans,  transgênicos, agrotóxicos, alto teor de gordura, sal e açúcar, tendo também uma preocupação excessiva no que vão comer no dia seguinte, quando vão se hospedar na casa de uma outra pessoa, quando viajam para um outro pais,  durante uma viagem de avião, etc.

Sendo assim, este é um tipo de transtorno alimentar, que pode causar desnutrição, carências nutricionais, anemias, fraqueza, tonteira, perda de peso, queda da pressão arterial e vários outros problemas de saúde, além de um sofrimento físico e psicológico quando não encontra o que considera saudável para comer.

Tais transtornos afetam, principalmente, adolescentes e adultos jovens, podendo levar a grandes prejuízos biológicos e psicológicos. E são caracterizados por mudanças no padrão alimentar associados à busca de um estilo de vida maus saudável, baixa autoestima, obsessão pela magreza ou pelo “corpo perfeito”.

A Ortorexia nervosa é descrita como um transtorno alimentar e não como uma doença, como a anorexia e a bulimia nervosa. Ela gera um comportamento obsessivo patológico, caracterizado pela fixação por alimentos considerados saudáveis e pela sua qualidade, mas diferenciando-se da bulimia e anorexia, por não se preocupar com a quantidade de alimentos ingeridos.

É claro que há pessoas com alergias e intolerâncias graves que necessitam evitar ou até mesmo excluir determinados alimentos, como as crianças portadoras da síndrome da fenilcetonúria, portadores de alergia ou intolerância graves ao glúten e à lactose, portadores de insuficiência renal, hepática e cardíaca, portadores de diabetes mellitus, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, gota, obesidade, síndrome plurimetabólica, etc.

Mas, todo excesso ou exagero, seja ele qual for, pode se tornar nocivo. A espécie humana vem sobrevivendo ao longo da evolução, exatamente pela sua extrema capacidade de se adaptar a uma infinidade de mudanças, às quais foi submetida.

Se você se identifica com a ortorexia, esse tipo de de transtorno alimentar, procure ajuda de um médico especialista em nutrologia, um apoio psicoterápico e um acompanhamento nutricional. Muitas vezes é necessário o apoio de uma equipe multidisciplinar, para fazer uma abordagem mais ampla, e melhorar o resultado do tratamento.

Artigo: Dr. Frederico Pretti e Dra. Karine Queiroz (Psicóloga)


Postado em 27 de julho de 2020, por  
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