Reposição hormonal e o medo de câncer

Hormônio é um assunto polêmico, complexo e delicado, que causa medo e insegurança nas pessoas em geral e até mesmo nos médicos. As mulheres em especial, durante a pré e pós menopausa, vivem um grande dilema: faço ou não faço reposição hormonal? A maioria dos médicos adota uma postura conservadora e diz: é mais prudente não usar, pois hormônios podem causar câncer.

Os homens são vítimas do mesmo dilema. Durante a andropausa, a queda da testosterona, o principal hormônio masculino, começa a produzir sintomas: diminuição da libido e qualidade da ereção, perda muscular, diminuição da  agressividade nos negócios e uma maior insegurança ao tomar decisões. E logo surge a dúvida: faço ou não faço reposição hormonal? Mas e o medo do câncer de próstata?

Casal faz uma consulta sobre reposição hormonal - Frederico Pretti

 

Algumas reflexões sobre o uso de hormônios

Quando o médico diagnostica que você está com hipotireoidismo, ele lhe prescreve sem nenhum medo ou insegurança um hormônio para a tireóide, e lhe diz: você vai fazer uso desse remédio para o resto da vida.

Quando o médico diagnostica que você está com diabete mellitus, ele lhe prescreve sem nenhum medo ou insegurança a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, e lhe diz: você vai fazer uso desse remédio para o resto da vida.

Quando o médico diagnostica que seu filho está com retardo do crescimento, ele lhe prescreve sem nenhum medo ou insegurança o hormônio do crescimento (GH).

Quando sua filha vai iniciar a vida sexual, a primeira coisa que lhe vem à cabeça é levá-la ao ginecologista que lhe  prescreve, sem nenhum medo ou insegurança, um anticoncepcional para ela não engravidar, e lhe diz: você vai fazer uso desse remédio até a menopausa. E cada vez mais as mulheres inciam a vida sexual mais cedo – 13-15 anos. Se a menopausa ocorre em torno dos 45-50 anos, imagine a carga hormonal que essa mulher vai ingerir durante todo esse período.

Quando o médico diagnostica que sua filha está com ovário policístico, ele lhe prescreve sem nenhum medo ou insegurança o uso de anticoncepcionais, e lhe diz: você vai fazer uso desse remédio para o resto da vida, porque além dele evitar uma gravidez indesejada, ele vai manter a sua pele mais bonita e sem acne.

Quando o médico diagnostica que você está com endometriose, ele lhe prescreve sem nenhum medo ou insegurança o danazol – um hormônio androgênico derivado da testosterona, ou o dienogeste – um hormônio que inibe a produção de estradiol. E lhe diz: provavelmente você vai fazer uso desse remédio até a menopausa.

Quando você tem uma TPM fortíssima, o médico lhe prescreve sem nenhum medo ou insegurança um anticoncepcional de uso ininterrupto, o diu mirena ou o implanon. Hormônios que vão suspender a menstruação e  melhorar os sintomas. E lhe diz: você pode fazer uso desses remédios até a menopausa.

As clínicas de fertilização feminina prescrevem, sem nenhum medo ou insegurança, vários hormônios considerados cancerígenos, exatamente em uma mulher que vai gerar um bebê e produzir mais hormônios que em qualquer outro período de sua vida.

Algumas considerações sobre o uso de hormônios

Como vimos acima, a medicina recomenda o uso de vários hormônios considerados cancerígenos sem nenhum medo ou insegurança: estradiol, progesterona, progestágenos, testosterona, androgênios derivados de testosterona, DHEA, GH, etc.

Todos os anticoncepcionais tem em sua composição dois hormônios considerados cancerígenos: estradiol e progestágenos, uma progesterona sintética com efeitos muito piores que a progesterona natural.

Os anticoncepcionais sabidamente aumentam o risco de trombose e embolia pulmonar, especialmente em mulheres jovens, pelo fato de conter em sua composição o hormônio estradiol.

Os anticoncepcionais sabidamente diminuem a libido, dificulta o ganho de massa muscular, aumenta a flacidez e a celulite, e ainda pode contribuir para o ganho de peso.

Os anticoncepcionais podem provocar enxaquecas e dores de cabeça fortissimas, além varizes e dores nas pernas, a ponto de algumas mulheres não conseguirem usá-los.

Se a medicina tem certeza que os hormônios causam câncer, deveria ser proibido o uso de anticoncepcionais e tratamentos de fertilização feminina, ou pelo menos exigir que fosse feito um estudo genético para avaliação de predisposição ao câncer e ao risco de trombose e embolia pulmonar, o que geralmente não ocorre.

Por que fazer uma reposição hormonal?

Mulher sente efeitos da menopausa. A reposição hormonal pode ajudar a diminuir o calor e os outros sintomas - Frederico Pretti

Porque precisamos corrigir deficiências hormonais que aparecem durante a andropausa, a menopausa e o próprio envelhecimento. Porque os hormônios são essenciais à saúde, beleza, bem-estar, longevidade e qualidade de vida.

Como vimos acima, a medicina recomenda o uso de hormônios para tratar uma série de problemas, sem nenhum medo ou insegurança. Mas quando homens e mulheres necessitam fazer uso desses mesmos hormônios os médicos logo dizem: cuidado, hormônios podem causar câncer.

Realmente não entendo. Pois me parece um contrassenso. Como a medicina pensa em proporcionar uma longevidade saudável, sem os hormônios. Seus hormônios não caem porque você envelhece. Você envelhece porque os seus hormônios caem.

Durante a gestação a mulher passa nove meses com seus hormônios nas alturas. Em nenhum momento de sua existência a mulher vai conviver com níveis tão altos de hormônios:

  • Quantas vezes vocês ouviram dizer que uma mulher teve câncer de mama, ovário ou útero durante a gestação?
  • Quem tem maior incidência de câncer: a gestante ou a mulher depois da menopausa, cujos hormônios estão francamente em queda?
  • Quem tem maior incidência de câncer: a mulher que teve várias gestações ou a que não teve nenhuma, e portanto nunca teve essa enxurrada de hormônios em seu corpo?

Será que os hormônios, substâncias tão essenciais à saúde, bem-estar, longevidade e qualidade de vida,  são os únicos responsáveis pelo aumento da incidência de câncer?

Não. O câncer é um problema complexo e multifatorial. Veja abaixo os fatores que podem contribuir para o surgimento do câncer:

  • Hereditariedade;
  • Depressão, tristeza e mágoas;
  • Hábitos alimentares inadequados;
  • Carências nutricionais específicas;
  • O excesso de sal e açúcar;
  • O excesso de gordura trans ou hidrogenada;
  • O excesso de alimentos modificados geneticamente;
  • O excesso de alimentos com cor, sabor e aroma artificiais;
  • O excesso de alimentos industrializados e cheios de conservantes;
  • O excesso de poluentes ambientais e agrotóxicos;
  • O excesso de xenoestrógenos que alteram o equilíbrio hormonal;
  • O excesso de radiações eletromagnéticas;
  • O excesso de fumo e bebidas alcoólicas;
  • Sistema imunológico incompetente;
  • Disbiose intestinal;
  • Sedentarismo;
  • Etc.

A medicina ainda vai chegar à conclusão de que os hormônios nos protegem contra o câncer

Homens jovens têm muita testosterona e pouco câncer de próstata. Homens idosos têm pouca testosterona e muito câncer de próstata. Com a queda da testosterona, ocorre uma predominância de hormônios estrogênicos sobre os androgênicos. Isso sim é um grande problema para a próstata.

Testosterona não causa câncer de próstata. A queda da testosterona é que deixa os homens mais predispostos ao câncer de próstata. Portanto, a testosterona protege contra o câncer de próstata.

Mulheres jovens e gestantes têm muito estrogênio e progesterona, e uma baixa incidência de câncer de mama. Mulheres depois da menopausa tem pouco estrogênio e progesterona, e uma alta incidência de câncer de mama.

Portanto, seria correto dizer que esses hormônios protegem contra o câncer de mama.

Mulheres que nunca engravidaram têm uma maior incidência de câncer de útero do que mulheres que tiveram múltiplas gestações. Portanto, seria correto dizer que o aumento da produção de hormônios durante a gestação protege contra o câncer de útero.

Mulheres japonesas têm uma baixa incidência de câncer de mama. No entanto elas comem muita soja que sabidamente estimula a produção de estrogênios, acusados de causar câncer de mama.

O iodo é outro fator importante para que mulheres e homens japoneses tenham uma menor incidência de câncer de mama e próstata. Eles consomem diariamente uma proporção de iodo cerca de 100 vezes maior que a nossa. Porque o iodo regula a resposta hormonal da mama e da próstata e testes in vitro têm demonstrado que o iodo mata a célula cancerosa.

Programa de Modulação Hormonal

O Programa de Modulação Hormonal da Clínica Frederico Pretti tem como objetivo básico restabelecer o equilíbrio hormonal do organismo como um todo, otimizando o seu funcionamento.

Entre em contato e agende uma consulta.

Escrito por: Dr. Frederico Pretti e Dr. Antônio Geraldo Câmara


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Postado em 17 de abril de 2017, por  
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  1. Alciones Batista Leal Marques

    Parabéns pela matéria!
    Concordo plenamente com os argumentos lógicos e sensatos.
    Faço uso de reposição hormonal há 12 anos; me sinto bem e com disposição.
    Tudo isso graças à orientação do Dr. Frederico, muito mais dele do que o meu ginecologista…
    Alciones

    24 de abril de 2017 @ 11:39


  2. Glenia Spinelli

    Gotei muito desta máteria , fiz vários exames estes dias vou entrar em contato com vcs

    4 de maio de 2017 @ 18:04


  3. fredericopretti

    Olá Glenia, estamos lhe agurdando

    5 de maio de 2017 @ 16:41

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