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Dieta da Proteína ou Cetogênica: Realmente emagrece e remodela?

Sim, ela emagrece. Emagrece rapidamente. E também reduz rapidamente a gordura abdominal, a ânsia de comer e o desejo pelos carboidratos.

Dieta da Proteína: Realmente emagrece?

Muito usada no mundo fitness, a dieta cetogênica é uma derivação da dieta da proteína ou dieta Atkins. A dieta cetogênica como preconizada no no mundo fitness realmente emagrece, seca as gordurinhas, remodela o corpo, não compromete o desempenho físico e nem o ganho de massa muscular. Mas sempre que você pensa em remodelar o corpo é preciso lembra que você precisa de um personal competente e o auxílio de alguns suplementos alimentares.

Dieta da Proteína ou Dieta Atkins

De um modo geral, os homens se adaptam melhor que as mulheres  à Dieta Atkins, especialmente em sua fase inicial onde a restrição de carboidratos é total. As mulheres têm naturalmente uma maior necessidade de carboidratos, especialmente durante o período pré-menstrual. Os carboidratos estimulam a produção cerebral de serotonina, o neurotransmissor da felicidade, alegria e adaptação ao estresse.

A Dieta Atkins, especialmente na fase de restrição total dos carboidratos, não é indicada para que quer performance física e ganho de massa muscular. Ela é mas indicada para quem está acima do peso e não gosta ou não pode por algum motivo fazer atividade física.

A Dieta Atkins pode provocar fadiga muscular, câimbras, tonteira e hipoglicemia, durante exercícios pesados. Isso ocorre pela falta da oferta dos carboidratos, pela adaptação inicial na utilização dos corpos cetônicos como fonte de energia para as células e pela deficiência de sais minerais e vitamina C. Para que isso não ocorra, sempre recomendamos uma suplementação de vitaminas e sais minerais, além de uma atividade física leve. Cansou? Parou.

A Dieta Atkins foi criada nos anos 1960 pelo cardiologista americano Robert Atkins, a ideia inicial dessa dieta é reduzir a ingestão de carboidratos e insulina a quase zero. Quando você priva o corpo do carboidrato, ele passa a utilizar a gordura armazenada como a principal fonte de energia, através da CETOSE.

A CETOSE é uma via metabólica muito eficiente, e a base dessa dieta. Essa é a dieta com maior capacidade de mobilização e queima de gordura armazenada. A via metabólica da formação de cetonas a partir da gordura é um grande sistema alternativo de produção de energia.

O Dr. George Cahill, um mestre em pesquisa de trajetórias metabólicas, disse: o cérebro utiliza mais facilmente a cetona como fonte de energia, do que a glicose. Os corpos cetonicos são o “combustível preferido” das células cerebrais.

Por outro lado, o carboidrato vicia o cérebro. Quanto mais você come, mais você quer comer. E quando você quer deixar de comer, entra em um quadro de síndrome de abstinência química. A insulina também tem uma participação decisiva na ânsia de comer doces, pães, bolos, biscoitos, etc. A restrição ao consumo de carboidratos desintoxica o cérebro. À medida que você desintoxica o cérebro, fica mais fácil dizer NÃO aos carboidratos. Os carboidratos e a insulina são os responsáveis pela compulsão alimentar.

Dieta da Proteína: Realmente emagrece?

Proteína e gordura promovem um alto índice de saciedade no cérebro e retarda o esvaziamento gástrico, aumentando ainda mais a sensação de saciedade. Você pode observar bem esse efeito ao comer uma feijoada ou um churrasco.

O aumento dos níveis de insulina no sangue e o aumento da resistência das células à ação da insulina estão na gênese da obesidade e podem ser evitados mediante a restrição da ingestão de carboidratos.

A correção metabólica promovida pela dieta da proteína é tão notável que você pode perder peso mesmo ingerindo uma quantidade maior de calorias. Segundo o Dr. Atkins, uma dieta restrita em carboidratos é mais eficiente que o jejum para eliminar a gordura armazenada.

Vantagens da Dieta

É uma dieta que reduz drasticamente a glicemia, a glicemia média, a glicohemoglobina, os triglicerídeos, a homocisteína e os marcadores inflamatórios. Porque o açúcar e a gordura armazenada são os maiores fatores inflamatórios do organismo. A inflamação crônica e silenciosa serve de base para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, degenerativas cerebrais entre tantas outras.

Efeitos colaterais da Dieta

Numerosos médicos fazem restrições à cetose, mas quando usada adequadamente,  ela é segura e eficaz. O Dr. Atkins aplicou essa dieta, com sucesso, em mais de 25.000 pacientes obesos, e concluiu: a cetose é uma via metabólica extremamente desejável a ponto de denominá-la de Cetose Dietética Benigna.

O Dr. John Yudkin, disse: essa não é uma dieta rica em gordura. Em uma dieta convencional, as pessoas acabam ingerindo, sem perceber, muito mais gordura, através da ingestão de inúmeros produtos industrializados: sorvetes, biscoitos, bolos, doces, salgadinhos, chips, etc. A maior parte dos produtos industrializados ainda contém o pior tipo de gordura que existe – GORDURA TRANS OU HIDROGENADA.

A Dieta da Proteína, não aumenta os níveis de colesterol como comumente é alardeado. Pode ocorrer um aumento da ordem de 20% em pessoas que já possuem o colesterol alto. Mas você pode fazer a dieta comendo carnes mais magras e reduzindo o consumo de vísceras, embutidos e frutos do mar.

Ah! E não provoca nenhuma sobrecarga da função renal. Trabalho com essa dieta há mais de 25 anos, monitoro a função renal de todos os meus clientes e nunca houve um caso de insuficiência renal ou uma elevação importante dos níveis de ureia e creatinina. Mas recomendamos a ingestão diária de pelo menos 2 litros de água.

A prisão de ventre é muito comum durante a dieta devido à redução drástica de fibras que ocorre com a retirada de frutas e vegetais. Isso pode ser resolvido com uso diário de lactobacilos e fibras.

Quem não deve fazer a Dieta da Proteína?

  • Portadores de depressão severa;
  • Pessoas que fazem uso de anticoagulantes;
  • Portadores de insuficiência renal aguda ou crônica;
  • Portadores de diabetes mellitus em uso de insulina.

Considerações finais

Você pode perder um volume surpreendente de peso sem sentir fome e ainda sentir um bem-estar inacreditável com a Dieta da Proteína. É uma dieta cetogênica, especialmente indicada para quem não gosta de fazer atividade física.

Somos um ser único. Pessoas diferentes necessitam de dietas e estratégias de emagrecimento diferentes para conseguir um bom resultado. Além de fazer a dieta, é preciso saber sair da dieta. É nessa hora que você pode perder todo o esforço que fez para emagrecer. Lembre-se sempre: a tendência para o ganho de peso não tem cura, mas controle.

Entre em contato conosco, venha conhecer o nosso programa de emagrecimento saudável, ou procure um acompanhamento profissional especializado para lhe ajudar.

Artigo do Dr. Frederico Pretti


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Postado em 14 de março de 2017, por  
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Banha de porco ou óleo vegetal? Qual o mais saudável?

Escolher o óleo certo para cozinhar não é uma tarefa muito fácil. Existem dezenas de opções disponíveis e é complicado saber qual delas é a “mais saudável”. Atualmente, apesar de termos mais informações, elas muitas vezes se confundem, porque há muito debate sobre os benefícios e os danos que podem vir do consumo de diferentes tipos de gordura.

Banha de porco ou óleo vegetal

A diferença entre gordura e óleo vegetal pode geralmente ser descrita pela viscosidade à temperatura ambiente. As gorduras são sólidas e os óleos são líquidos. Outra coisa que pode ser determinada pela mesma medida é se a gordura é insaturada ou saturada, a qual geralmente é sólida.

As gorduras animais são obtidas a partir da carne de animais ou no caso da manteiga e do ghee, separadas da gordura do leite. E os óleos vegetais são mecânica e quimicamente extraídos de sementes como soja, milho, algodão, girassol, castanhas, cártamo, amendoim, etc.

Pode parecer óbvio que frituras feitas com óleo vegetal são mais saudáveis do que se fossem feitas com óleo animal, como banha ou manteiga. Mas será que é verdade?

 

Gordura X óleo vegetal

Banha de porco ou óleo vegetal

Quando estamos fritando ou cozinhando em uma alta temperatura (em torno de 180°C), as estruturas moleculares de gorduras e óleos mudam. Acontece o que chamamos de oxidação – elas reagem com o oxigênio do ar formando aldeídos e peróxidos de lipídio. Na temperatura ambiente, algo semelhante acontece, mas de maneira muito mais lenta. Quando lipídios se decompõem, eles se tornam oxidados.

As gorduras de origem animal, como a banha de porco e a manteiga, juntamente com o azeite de oliva e o óleo de coco, raramente passam pelo processo de oxidação. Isso acontece porque elas são ricas em ácidos graxos monoinsaturados e saturados, que são muito mais estáveis quando submetidos ao calor.

Com a crença de que gordura animal provocava a aterosclerose, popularmente chamada de “entupimento das artérias” iniciou-se uma fobia generalizada pelas gorduras e passamos a evitar alimentos como a banha de porco, a manteiga, laticínios integrais e a gema de ovo. E introduzimos a margarina e os óleos refinados de canola, soja, girassol, milho e etc.

Estudos comprovam que a introdução dos óleos vegetais na alimentação diária em substituição as gorduras animais, provocou o aumento de doenças cardiovasculares, obesidade e sobrepeso. Os óleos vegetais poli-insaturados são ricos em W6 que em desequilíbrio com o W3 (que está muito deficiente na alimentação da maioria da população) se torna altamente inflamatório.

 

Como utilizar a banha de porco

A banha animal, o óleo de coco e o azeite de oliva são ricos em gorduras monoinstauradas e por isso, são as melhores opções para cozinhar. Uma dica importante para quem for usar a banha de porco, é usar a panceta fresca e faze-la em casa ao invés de compra-la no supermercado.

Outra dica importante é evitar frituras, especialmente aquelas em temperaturas muito altas. Se você estiver fritando algo, tente usar o mínimo possível de óleo e tente remover todo o óleo do alimento após a fritura usando uma toalha de papel, por exemplo.

Para reduzir a produção de aldeídos, opte por um óleo ou gordura que sejam ricos em lipídios monoinsaturados ou saturados (preferencialmente 60% para um ou outro) e mais de 80% para os dois juntos e que sejam pobres em polinsaturados (menos de 20%).

O óleo ideal para fritar seja o azeite, porque tem 76% de lipídios monoinsaturados, 14% saturados e apenas 10% polinsaturados. E, nesse caso, o azeite não importa se é “extra virgem” ou não. Os níveis antioxidantes presentes em produtos do tipo são insuficientes para proteger contra a oxidação induzida pelo calor.

Dica da nutricionista Letícia Pimenta.


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Postado em 20 de fevereiro de 2017, por  
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O que é e como tratar a intolerância à lactose?

A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo caracterizado pela incapacidade parcial ou completa do organismo de digerir o açúcar do leite. Acredita-se que cerca de 70% da população brasileira apresenta a condição em algum grau de intolerância.

Como tratar a intolerância à lactose?

O distúrbio ocorre quando o organismo não é capaz de produzir, ou produz em quantidade insuficiente, a enzima lactase, responsável por quebrar e decompor o açúcar do leite (lactose). Em consequência à baixa quantidade de lactase, a substância chega ao intestino grosso inalterada, onde fica acumulada, causando distensão abdominal, cólicas e diarreias.

Os sintomas costumam aparecer minutos ou horas depois da ingestão de leite e seus derivados, e variam de acordo com o grau de intolerância à lactose. A gravidade também está diretamente relacionada com a microbiota intestinal de cada pessoa.

 

Intolerância x alergia

É comum pessoas confundirem os dois termos. Mas para o correto diagnóstico e tratamento de cada condição, é muito importante distinguir seus principais aspectos.

Em primeiro lugar, não se tratam de doenças. Enquanto que a intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado ao açúcar do leite, a alergia é uma reação imunológica às suas proteínas.

As manifestações, assim como o distúrbio, ocorrem após o consumo de leite e seus derivados. A alergia mais comum é ao leite da vaca, e apresenta como principais sintomas alterações no funcionamento do intestino, na pele, no sistema respiratório e outras complicações.

 

Dianóstico e tratamento da intolerância à lactose

Pessoas que apresentam alguns dos sintomas devem procurar um médico especialista para avaliação clínica da condição. Para o diagnóstico mais preciso da intolerância, alguns exames específicos podem ser necessários.

Atualmente, os pacientes têm à disposição os seguintes exames:

  • Teste de intolerância à lactose – é oferecido gratuitamente pelo SUS, realizado por meio da amostra de glicose no sangue após a ingestão de lactose;
  • Teste de hidrogênio – tem como vantagem o diagnóstico do nível de lactose absorvido, relacionando com os sintomas apresentados.

Diagnosticado o distúrbio, o paciente deve iniciar o tratamento que consiste, basicamente, em adaptar a dieta. Como não se trata de uma doença, mas sim de uma carência do organismo em decompor a lactose, a proposta é controlar a ingestão de leite e seus derivados por meio de uma reeducação alimentar. Em alguns casos, pode ser necessária indicação de medicamentos, principalmente para manter a quantidade ideal de cálcio no organismo.

Com a suspensão de alguns alimentos da dieta, o processo tem como objetivo aliviar os sintomas do paciente. Após um tempo, com o acompanhamento médico, os alimentos podem ser reintroduzidos até uma quantidade limite para o bom funcionamento do organismo.

 

Leites vegetais

Pacientes diagnosticados com intolerância à lactose, ou alergia ao leite, que estão passando por um processo de reeducação alimentar, possuem atuamente alternativas mais saudáveis que as de origem animal.

Leites vegetais

Leites vegetais são ótimas opções para quem apresenta algum tipo de restrição, feitos a partir de grãos, sementes ou cereais. Dentre os principais benefícios para o organismo, são ricos em vitaminas do complexo B e não contém lactose nem colesterol. Os principais tipos são: leite de cereais, leite de amêndoas e leite de coco.

 


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Postado em 31 de janeiro de 2017, por  
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É possível prevenir o envelhecimento?

Um estudo da The Lancet avaliou a importância do comprimento dos telômeros na longevidade do ser humano em um grupo de pessoas acima de 60 anos e descobriu que: aqueles com telômeros mais curtos tinham uma taxa de mortalidade por doenças cardíacas 3,18 vezes maior, e uma taxa de mortalidade por doenças infecciosas 8,54 vezes maior, do que aqueles com telômeros mais longos.

Os telômeros na longevidade

O que são telômeros?

Os Telômeros são constituídos por uma sequência de DNA e contém dentro dele a chave do processo de envelhecimento biológico. Quando os telômeros atingem um comprimento criticamente curto, impedem as replicações celulares, levando ao envelhecimento da célula. Durante o processo de envelhecimento, as células vão perdendo gradativamente a capacidade de manter a integridade do funcionamento dos diversos órgãos que compõem o corpo humano, e ficam predispostas para morrer. Portanto, a medição do comprimento dos telômeros pode ser um biomarcador do envelhecimento celular.

Muitos estudos vêm demonstrando a existência de uma grande variedade de gatilhos que aceleram o encurtamento dos telômeros, como o estresse oxidativo, inflamação e a obesidade.

Telômeros mais curtos são encontrados em pessoas portadoras de doenças degenerativas relacionadas à idade, como doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, diabetes mellitus e osteoporose.

Células saudáveis contêm naturalmente uma enzima chamada de telomerase, que ajuda a manter a integridade e o comprimento dos telômeros.

Como manter a juventude e alcançar uma longevidade saudável?

Preservando o comprimento dos telômeros

Nos últimos anos, os cientistas têm acumulado um impressionante conjunto de evidências do que pode auxiliar a manter o comprimento dos telômeros saudável. Há evidências intrigantes demonstrando que as vitaminas podem preservar o comprimento dos telômeros e manter as células mais jovens.

Os telômeros na longevidade

Vitaminas do Complexo B

As vitaminas do complexo B, especialmente B6, B9 e B12, são fatores essenciais para o metabolismo das moléculas que compõem o DNA e para uma replicação celular normal. Baixos níveis de vitaminas do complexo B são comuns no envelhecimento e estão intimamente associadas ao risco de desenvolvimento de doenças relacionadas à idade.

A Homocisteína é um marcador sanguíneo que está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, e a saúde vascular em geral.

As vitaminas B6, B9 e B12, são necessárias para o metabolismo normal da homocisteína, que se acumula ou baixa quando uma dessas vitaminas ficam deficientes. A homocisteína alta ou baixa está intimamente associada ao encurtamento prematuro dos telômeros e conduz a um envelhecimento celular acelerado.

Vitamina D

A Vitamina D é uma das vitaminas mais importantes e abrangentes. Todas as células do corpo humano tem receptores de Vit.D, o que sugere que mais funções esperam para serem descobertas em futuro bem próximo.

A Vitamina D é essencial para o perfeito funcionamento do cérebro, coração, ossos e sistema imunológico, e ainda nos protege contra o câncer.  Veja o nosso artigo sobre a vitamina D.

Recentemente, foi encontrada uma relação entre Vit.D e DNA. Ela desempenha uma função importante: preservação do comprimento dos telômeros. Níveis mais altos de Vit.D têm sido associados a telômeros mais longos. Por exemplo, pacientes em hemodiálise tratados com Vitamina D tem telômeros mais longos do que pacientes não tratados.

Um estudo mais amplo, mostrou que a suplementação de 2000 UI/dia de Vit.D – em um grupo de americanos com sobrepeso, aumentou a atividade da telomerase em 19%. Esta constatação sugere que a Vit.D desempenha um importante papel na preservação do comprimento dos telômeros, reduzindo o ritmo do envelhecimento.

Vitamina C

Estudos recentes sobre a Vitamina C demonstram que ela pode reduzir o encurtamento dos telômeros em até 62%. A Vit.C aumentou significativamente o tempo de vida das células e reduziu várias alterações físicas associadas ao processo de envelhecimento. Este resultado foi associado a reduções drásticas nos níveis de radicais livres nas céulas.

A Vit.C retardou o envelhecimento cardiovascular, ao preservar o comprimento dos telômeros em culturas de células de músculo cardíaco humano.

Uma demonstração dramática da importância da Vitamina C na desaceleração do envelhecimento foi fornecido por um estudo de modelo celular da Síndrome de Werner. Uma desordem que provoca um envelhecimento prematuro. Após numerosos estudos, ficou evidente a sua capacidade da Vit.C de retardar ou reverter o envelhecimento acelerado.

Em num modelo de rato com Síndrome de Werner, a Vit.C retardou o envelhecimento e a morte celular prematura, alterando a expressão de genes envolvidos na manutenção da integridade do DNA.

Os cientistas identificarem a Vitamina C como o “Resgate mais eficiente para muitas características do envelhecimento precoce das células”. As células tratadas tinham telômeros mais longos, redução da secreção de citocinas inflamatórias e melhora da integridade dos núcleos celulares, características comuns de células mais jovens.

Vitamina E

A Vitamina E existe nas formas Tocoferol e Tocotrienol. O Alfa-tocoferol, uma das formas mais bem estudados da Vit.E, reduz drasticamente o encurtamento do telómero e alterações relacionadas ao envelhecimento, mesmo na presença de moléculas fortemente oxidantes, como o peróxido de hidrogênio. A Vit.E  aumenta os níveis de telomerase que preserva, por sua vez, o encurtamento dos telômeros.

Resultados semelhantes foram mostrados nas células tratadas com gama-tocotrienol, que não só impediu o encurtamento dos telômeros, mas também aumentaram a viabilidade das células mais velhas em cultura.

Outra descoberta importante: a incubação de células humanas envelhecidas com uma formulação rica em tocotrienol, inverteu as mudanças estruturais induzidas pelo envelhecimento das células até o ponto delas se assemelharem às células mais jovens, com menos danos no DNA, e mais células prontas para uma replicação saudável. Novamente, os efeitos foram atribuídos ao aumento da atividade da telomerase.

ÓLEO DE PEIXEÔMEGA-3 (EPA e DHA)

ESTIMULA O COMPRIMENTO DOS TELÔMEROS

Os telômeros na longevidade

Um estudo, mediu o comprimento dos telômeros em humanos em uso de suplemento de óleo de peixe. Os resultados mostraram que a redução de gordura ÔMEGA-6, juntamente com o aumento ÔMEGA-3, resultou em um aumento do comprimentos dos telômeros. Neste estudo, os cientistas usaram de 1.250 a 2.500mg/dia de Óleo de Peixe, ricos em EPA e DHA.

Os cientistas atribuíram esse aumento do comprimento dos telômeros à redução de citocinas inflamatórias e estresse oxidativo provocadas por maiores níveis de ÔMEGA-3, em relação aos níveis de citocinas pró-inflamatórios estimuladas pelo ÔMEGA-6.

Aumente o consumo de ÔMEGA-3: Peixes de água fria, nozes e sementes de linho.

Reduza o consumo de ÔMEGA-6: gorduras provenientes de milho, soja, canola, girassol e óleo de cártamo, juntamente com o ácido araquidônico encontrado na gema do ovo e carnes. Azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, e um bom substituto para as gorduras ricas em Ômega-6.

CAROTENOIDES TAMBÉM ESTIMULAM O COMPRIMENTO DOS TELÔMEROS 

Os telômeros na longevidade

Os carotenoides são moléculas de pigmento amarelo, alaranjado e vermelho, presentes em vários alimentos, como: cenoura, abóbora, mamão, pimentão, tomate, etc. Os carotenoides são potentes antioxidantes e precursores da Vitamina A.

Estudos mostram que pessoas idosas com níveis sanguíneos mais elevados de carotenoides, luteína e zeaxantina, têm telômeros significativamente mais longos do que aqueles com níveis mais baixos.

Em pessoas acima de 20 anos, a duplicação dos níveis sanguíneos de Alfa-caroteno, Beta-caroteno e Beta-criptoxantina foi associada a telômeros mais longos. Aqueles com níveis mais altos de carotenóides tinham telômeros 5% a 8% mais longo do que aqueles na categoria mais baixa.

A ingestão de carotenoides está intimamente associada com telômeros mais longos, embora este efeito possa depender, em certa medida, de fatores genéticos relacionados com o metabolismo caroteno.

Artigo do Dr. Frederico Pretti.


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Postado em 25 de novembro de 2016, por  
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Dieta Vegana: Tudo que comemos tem que gerar benefícios!

A dieta vegana não inclui nenhum tipo de alimento de origem animal, ou seja, não come ovo, leite, iogurte, queijo ou mel. O vegano vai além: também não usa nenhum produto de origem animal como lã ou couro ou nada que tenha origem na exploração animal.

Benefícios da dieta vegana

Segundo a filosofia da dieta vegana, tudo que não é da terra e orgânico, como carnes, derivados de animais, alimentos refinados, industrializados e processados, é inflamatório e oxidante. O consumo desses alimentos, ainda que aos poucos e silenciosamente, envelhece e nos deixa doentes. A natureza dispensa rótulos! Se compramos um alimento em que o rótulo apresenta ingredientes que não conhecemos, provavelmente, não nos fará bem.

 

Benefícios da dieta vegana

Dados científicos indicam relações positivas entre a dieta vegana e a redução do risco de várias doenças e condições degenerativas crônicas como obesidade, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer. Segundo os geneticistas, podemos modificar nosso código genético e influenciar gerações futuras. Mais importantes e determinantes para a saúde do que a herança genética são seus hábitos alimentares e de vida.

As refeições veganas são completas e procuram extrair do alimento todo o seu potencial. Os alimentos podem e devem ser combinados para que gerem um determinado benefício ao organismo. Assim como um remédio, que precisa da combinação de substâncias para provocar o efeito desejado.

 

Fique de olho!

A proteína vegetal é menos completa em aminoácidos do que a proteína animal e, para garantir a ingestão de todos os aminoácidos no dia, é importante consumi-la em todas as refeições. Alguns exemplos de proteínas vegetais são feijão, lentilha, grão-de-bico, quinoa, edamame, amaranto, soja e tofu.

A alimentação vegana é mais alcalina e, por isso, o aproveitamento de cálcio é maior do que em uma dieta com proteína animal, sal ou açúcar em excesso. Além disso, os alimentos vegetais, em geral, são uma fonte rica em bicarbonato de potássio, que aumenta a retenção de cálcio. A osteoporose é um problema de retenção de cálcio, não de sua ingestão. Diversos estudos comprovam que a perda de cálcio é resultante da ingestão excessiva de proteína na dieta, em especial de proteína animal.

Atualmente, a ciência acredita que grande parte das doenças modernas são originadas por hábitos de vida nocivos: não estamos mais adoecendo, e sim nos envenenando! A dieta vegana é uma ótima opção para quem quer mudar o estilo de vida, permitindo uma forma de viver e se alimentar bem.

 

Dica da nutricionista Letícia Pimenta.


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Postado em 17 de novembro de 2016, por  
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Vinha lutando contra a obesidade há mais de 20 anos. Fiz vários tratamentos com nutricionistas e endocrinologistas, mas finalmente encontrei a Clínica Dr. Frederico Pretti. Após uma longa consulta com o Dr. Frederico Pretti, fiquei extremamente otimista com a possibilidade de uma perda de peso mais rápida e saudável, sem o uso de medicamentos inibidores de […]*


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