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Poder anti-inflamatório do açafrão

Atividade antioxidante, antitumoral, cicatrizante, antimicrobiana, antiangiogênica e melhora na sensibilidade à insulina são algumas das ações de um simples pozinho amarelo chamado cúrcuma. No Brasil, a cúrcuma também é conhecida como açafrão da terra ou gengibre amarelo.

Suas atividades são atribuídas ao seu poder altamente anti-inflamatório. Mas o que seria uma inflamação?

A reação do organismo a uma infecção ou lesão dos tecidos leva o nome de inflamação ou processo inflamatório. É natural e devemos ter essa reação orgânica porque é através dela que desenvolvemos uma sinalização para proteção e defesa a agressores celulares. O problema da inflamação começa quando ela deixa de ser pontual e passa a ser crônica.

No processo inflamatório agudo, o objetivo é reparar tecidos danificados por lesões de origem física, química ou biológica, visando destruir, diluir ou isolar o agente agressor e posterior reparação do tecido. Porém, quando o agente agressor é crônico, ou seja, contínuo, a resposta inflamatória se torna mais agressiva aos tecidos. Os macrófagos, que são células apresentadoras de antígenos (corpos estranhos), são ativados para combater esse processo e secretam vários mediadores químicos da inflamação, os quais, se não controlados, podem levar à destruição do tecido lesado ou alteração na sua funcionalidade.

Dentre as diversas doenças inflamatórias, podemos citar: alzheimer, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, arteriosclerose, asma, câncer, doenças inflamatórias intestinais, artrite, etc.

 

A ação da curcumina

Alguns alimentos e temperos possuem substâncias com o poder de inibir a resposta pró-inflamatória. A curcumina, princípio ativo da cúrcuma, por exemplo, inibe a ativação de uma substância responsável pela expressão genética de substâncias pró- inflamatórias, além de inibir a COX-2, tendo o seu efeito comparado a medicamentos anti-inflamatórios.

 

Como utilizá-la?

Você pode acrescentar ao omelete, queijo cottage ou ricota para fazer uma pasta, arroz integral, frango ou tempero da salada. São inúmeras as opções de uso desse pozinho mágico. Ele deve ser incluído ao final das preparações para manter o princípio ativo. Fique atento à forma de armazenamento, o ideal é que seja armazenado em local sem incidência de calor.

Dica da nutricionista Caroline França.


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Postado em 16 de agosto de 2016, por  
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Síndrome Alimentar Noturna

A Síndrome Alimentar Noturna é caracterizada pela ausência de apetite diurno e pela ingestão inadequada de alimentos à noite, que pode ocorrer antes de dormir ou duas a três horas após você adormecer. Ao acordar, surge uma necessidade imperiosa de comer algum alimento hipercalórico, como doces ou produtos ricos em gordura.

Uma das características dessa síndrome é que, logo após comer, você se sente imensamente satifeito e o retorno ao sono é rápido. É o desejo de comer e não a quantidade de alimento ingerido que define esse problema.

Mas pode ocorrer em alguns casos que essa satisfação só ocorra com a ingestão de um volume maior de alimento. Este comportamento, além de causar refluxo, acaba por interferir na qualidade do sono e provocar uma piora importante do humor.

A síndrome de compulsão noturna, está intimamente associada a um quadro de estresse, tensão, ansiedade, angustia, depressão e à sensação que, sem comer, não tem como você conseguir dormir bem e satisfeito.

Para uma boa noite de sono é necessário uma série de alterações neuro- hormonais, como a redução do cortisol, adrenalina, noradrenalina e grelina, e um aumento da produção de serotonina, melatonina e leptina, para que haja diminuição da temperatura corporal, relaxamento das tensões musculares, redução da ansiedade e do excesso de fluxo de pensamentos.

A lepitina, também conhecida como o hormônio da saciedade, envia ao cérebro e hipotálamo uma mensagem inequívoca: está na hora de parar de comer.

O consumo de alimentos ricos em triptofano, lisina, inositol, colina, serina, gaba, complexo B e ômega-3 e 6, três horas antes de dormir, estimula a produção de leptina, serotonina e melatonina, e contribui para uma boa noite de sono. Exemplos: uma massa com molho vermelho, uma massa com peixe e camarão, um copo de leite integral, um mingau de aveia integral, um peixe com legumes, uma banana acompanhada de um mix de amêndoa, avelã, nozes, macadâmia e castanha do pará, etc.

Dica da psicóloga Karine Queiroz.


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Postado em 2 de agosto de 2016, por  
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O uso de líquido nas refeições

Provavelmente você já ouviu dizer que não se deve ingerir líquido durante e logo após as refeições. Porque engorda, incha a barriga, dificulta a digestão, prejudica a absorção de nutrientes, provoca refluxo e azia, etc.

Primeiro, vamos entender como funciona o sistema disgestivo.

Digestão é o processo pelo qual as enzimas quebram os alimentos em partículas menores até o ponto de poderem ser absorvidas pelo sistema gastrointestinal.

Boca e amilase salivar

A mastigação é muito importante para a digestão e a saciedade. As papilas gustativas da língua detectam a presença do que está sendo ingerido e sinaliza para o centro de saciedade no cérebro, que reduz o apetite. Se você mastiga mal e engole rapidamente a comida, só vai parar de comer quando o estômago estiver cheio.

A digestão começa na boca, pela ação da amilase salivar sobre os carboidratos ricos em amido. Os sais minerais presentes na saliva neutralizam substâncias ácidas, mantendo o pH na boca levemente ácido, em torno de 6.7, ideal para a ação dessa enzima.

Quando você engole, automaticamente a laringe se fecha, evitando que o alimento vá para as vias respiratórias, e a cárdia, um anel muscular localizado no final do esôfago, relaxa, permitindo a passagem do alimento para o interior do estômago.

Por causa do peristaltismo do sistema digestivo, você pode ficar de cabeça para baixo que mesmo assim o alimento chegará ao intestino.

 

Estômago e suco gástrico

No estômago, o alimento é misturado com o suco gástrico, uma solução rica em ácido clorídrico, pepsina e renina.

O ácido clorídrico regula a acidez do estômago, mantendo-a em torno de 2.5, ideal para ação da pepsina, enzima responsável pela digestão das proteínas. A renina, produzida em grande quantidade no estômago de recém-nascidos, é responsável pela disgestão do leite.

Apesar de estarem protegidas por uma densa camada de muco, as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. Por isso, a mucosa gástrica está sempre sendo regenerada. Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias.

O estômago produz cerca de três litros de suco gástrico por dia. O alimento pode permanecer no estômago por quatro horas ou mais e se mistura ao suco gástrico auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal. O bolo alimentar transforma-se em uma massa acidificada e semi-líquida, o quimo, que vai sendo aos poucos liberado no intestino delgado, onde ocorre a parte mais importante de toda a digestão.

 

Intestino delgado, suco pancreático e sais biliares

O intestino delgado é dividido em três regiões: duodeno, jejuno e íleo. A digestão do quimo proveniente do estômago ocorre predominantemente no duodeno e na primeira porção do jejuno. No duodeno, atua o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contém diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado, que apesar de não conter enzimas, tem a importante função de transformar gorduras em gotículas microscópicas, facilitando a ação das enzimas.

 

Suco pancreático

Trata-se, sem dúvida, da mais importante das secreções digestivas, sem a qual seria impossível a digestão dos alimentos.

O suco pancreático é uma solução alcalina produzida pelo pâncreas, essencial na digestão da maior parte das proteínas, carboidratos e gorduras, proveniente dos alimentos, cujo pH oscila em torno de 8.2.

O suco gástrico é composto basicamente por água, bicabornato de sódio e várias enzimas: amilase e lipase pancreática, tripsina, quimiotripsina, colagenase, peptidases e nucleases.

A colagenase é uma enzima pouco eficiente, por isso grande parte do colágeno consumido é perdido nas fezes.

 

Bile e a digestão das gorduras

A bile é um líquido esverdeado produzido no fígado e armazenado na vesícula biliar, onde é concentrado para posterior liberação no intestino delgado, mais especificamente no duodeno. Ela é rica em água e sais biliares de natureza alcalina, mas não contém enzimas digestivas.

As gorduras devem primeiro ser emulsificadas pelos sais biliares, para diminuir a sua tensão superficial e formar pequenas gotículas, possibilitando a sua digestão por ação da lipase pancreática. A lecitina, colesterol e ácidos graxos livres também contribuem em menor escala no processo de emulsificação.

 

Dicas que podem melhorar a digestão e evitar problemas digestivos

  1. Mastigue muito bem os alimentos.
  2. Evite tomar líquido, 30 minutos antes até 2 horas após as principais refeições, tempo necessário para a digestão dos alimentos. Mas se sentir necessidade, tome no máximo 1 copo de água do filtro ao longo da refeição.
  3. O excesso de líquido, mesmo que seja de água, diluí o suco gástrico, deixa a digestão mais lenta e ineficiente, e favorece o refluxo e a esofagite.
  4. O excesso de líquidos ricos em caféina, como café, chá verde, chá preto, chá mate, achocolatados e refrigerantes a base de cola e guaraná, pode causar gastrite, dor de estômago, azia, refluxo e esofagite, além de reduzir a absorção de cálcio, zinco e ferro.
  5. O excesso de frutas, suco de fruta, refrigerantes, chope e cerveja, durante as principais refeições, pode fazer com que você ganhe peso e uma barriguinha mais avantajada. Isso ocorre devido ao aumento do índice glicêmico e o teor calórico da sua refeição. Mas, um copo de água ou uma taça de vinho ao longo da refeição não engorda ninguém.
  6. O excesso de acidez de frutas, suco de frutas, sucos artificiais, refrigerantes e vinagre, reduz a ação da amilase salivar, dificulta a digestão dos carboidratos ricos em amido que passam por um processo de fermentação, produzindo mais acidez, gastrite, azia, refluxo, esofagite, disbiose, aumento da formação de gases e distenção abdominal.
  7. Frutas e suco de frutas, ricos em vitamina C, aumentam a absorção do ferro. Portanto, usar limão para temperar uma salada de folhas verdes, assim como tomar diariamente um copo grande de suco verde preparado com laranja, couve, espinafre e salsinha, aulixia na correção da anemia causada pela deficiência de ferro.
  8. Abacaxi contém bromelaína, uma enzima que melhora a digestão das carnes. Portanto, abacaxi combina bem com churrasco, desde que você não coma junto alimentos ricos em amido, como arroz, farofa, batatas, etc.

 

Dica da nutricionista Mari Stempinhaki.


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Postado em 21 de julho de 2016, por  
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Dieta Paleo ou Paleolítica

A Dieta Paleo, Paleolítica ou Primal é baseada nos hábitos alimentares de nossos antepassados e pode parecer um pouco estranha quando inserida no “jeito moderno” de se alimentar. E pode causar mais estranhamento ainda se pensarmos em nós mesmos como “caçadores-coletores” – comer quando sentir vontade, o quanto quiser, até se sentir saciado e não se preocupar com horários ou com a frequência das refeições. Não há preocupações em se contabilizar carboidratos ou gorduras, desde que esteja consumindo “alimentos paleo” (da maneira como a natureza nos entrega).

A ideia base da Dieta Paleo (Dieta Paleolítica) é se inspirar na alimentação através da qual a espécie humana evoluiu pela maior parte (cerca de 99,5%) de sua história até o surgimento da agricultura e, principalmente, após a explosão da indústria de alimentos (no século passado).

No portal de Mark Sisson, um grande pesquisador e propagador do estilo de vida paleolítico, encontramos informações valiosas sobre o baque na saúde humana pós-surgimento da agricultura. “Os agriculturalistas eram mais baixos, tinham mais cáries, cérebros menores e ossos mais frágeis que os caçadores-coletores.” Grãos e leguminosas não eram disponíveis antes da agricultura.

O tiro de misericórdia na saúde humana foi dado nos últimos 100 anos pela indústria de alimentos, que disponibilizou produtos como óleos vegetais, xaropes de alta frutose, conservantes, estabilizantes, corantes e outras coisas do gênero.

A verdade é que devemos ter um olhar bem mais crítico para os alimentos que passamos a consumir nos últimos 10.000, 1000 e 100 anos. E, quem sabe, carnes, peixes, aves, sementes, frutas e raízes, que estiveram disponíveis para nossos antepassados por milhares de anos, possam também ser a melhor escolha para nós?

Trocando em miúdos, a Dieta Paleo sugere uma pirâmide alimentar com base no alto consumo de proteínas magras, seguida por carboidratos provenientes de verduras, açúcares fornecidos pelas frutas e gorduras que vêm de peixes e oleaginosas. E, claro, muita água! O xis da questão está em não consumir o que os especialistas apontam como os grandes inimigos da saúde: leite e derivados, grãos, cereais, carboidratos simples e alimentos processados.

Introduzir na dieta comidas inexistentes na época em que éramos nômades e caçadores sobrecarrega o organismo, provocando um tipo de pane. A explicação é simples: ao detectar algo desconhecido, o organismo trabalha para combatê-lo, mas o excesso de resíduos causa distúrbios, inflamações e doenças.

A Dieta Paleolítica na prática:

Dica da nutricionista Leticia Pimenta.


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Postado em 12 de julho de 2016, por  
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Compulsão alimentar

Compulsão alimentar é um descontrole caracterizado pela ingestão excessiva de alimentos, sem fome e geralmente seguido por uma ressaca moral dominada por sentimentos de culpa e reprovação.

O sistema nervoso e o hipotálamo, por mecanismos distintos, estão associados ao controle alimentar e à influência na escolha dos alimentos.

Os alimentos podem induzir a saciedade ou a compulsão. Proteínas e gorduras promovem saciedade, enquanto os carboidratos levam à compulsão alimentar. Quando você come um churrasco ou uma feijoada, você fica tão satisfeito que permanece por um bom tempo sem conseguir comer mais nada. Mas quando você come um sanduíche, uma massa, um doce ou um chocolate, em pouco tempo ou quase imediatamente você fica com vontade de comer mais e mais.

 

Dependência química

Carboidratos viciam o cérebro, causando uma dependência química muito semelhante ao que ocorre com o álcool e outras drogas. E quando você tenta deixar de consumi-los ou reduzir o seu consumo, ocorre uma síndrome de abstinência, proporcional à sua dependência. Podendo causar: depressão, ansiedade, angústia, irritabilidade, agressividade, mau humor, dor de cabeça, fraqueza, cansaço, tonteira e outras sensações tão fortes que você acha que não vai conseguir atingir seu objetivo. Mas fique tranquila, isso passa à medida que você vai desintoxicando o seu cérebro.

Os carboidratos de maior índice glicêmico, como doces, chocolates, pães, bolos, biscoitos, sucos, refrigerantes e os carboidratos refinados, são geralmente os responsáveis por aquela ânsia incontrolável de comer. Os carboidratos, além de levarem à compulsão alimentar, viciam também a sua papila gustativa e você passar a achar o sabor natural das frutas pouco doce.

Mas, porque é tão difícil nos livrarmos de certos hábitos alimentares? Porque além do alimento viciar o cérebro e as papilas gustativas, nós temos laços afetivos muitos profundos com certos alimentos.

 

O que fazer para controlar o vício?

Para reduzir a compulsão é preciso desintoxicar o cérebro quimicamente e emocionalmente. É preciso dizer NÃO. E nem provar os alimentos aos quais você tem compulsão. Geralmente, a síndrome de abstinência vai reduzindo gradativamente, e depois de duas semanas, você já consegue dizer NÃO mais facilmente.

E lembre-se, a tendência para engordar não tem cura, mas controle. É possível desintoxicar o cérebro e controlar a ânsia de comer certos tipos de carboidratos. Se você voltar a consumi-los, pouco a pouco a compulsão vai retornando, porque é muito mais fácil dizer Não do que comer pouco, quando o assunto é doce, chocolate, pão, bolos, biscoitos, etc.

 

Dica da psicóloga Karine Queiroz

 

 


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Postado em 28 de junho de 2016, por  
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