Dieta Detox: Desintoxicar é preciso?

A Dieta Detox não tem muitos “amigos” na comunidade científica, que não acredita na sua eficácia e sustentabilidade a longo prazo. O que se alega é a insuficiência de evidências que apoiem a necessidade ou o valor de uma desintoxicação, já que nosso corpo é projetado para consertar, regenerar e desintoxicar-se (embora obviamente não seja uma boa ideia nos sobrecarregarmos excessivamente com toxinas). Temos órgãos específicos, como o fígado, rins, sistema digestivo e pulmões, bem como enzimas em nossas células que trabalham duro para quebrar e eliminar toxinas e resíduos de produtos internos.

No entanto, se nos livramos, mesmo que temporariamente, dos alimentos processados, álcool, cafeína e açúcar, e optarmos por refeições com peixes, carnes magras, frutas, legumes e cereais integrais, ingerirmos mais água, certamente nos sentiremos melhor.

A ideia base da Dieta Detox é promover o bem estar através da retirada de alguns alimentos do nosso dia a dia, o que ajuda a reeducar o paladar e controlar os impulsos para comer, diminuindo o desejo por alimentos salgados, açucarados e ricos em gordura saturada. Ou seja, nos desintoxicamos muito mais com o que deixamos de consumir do que com qualquer alimento potencialmente desintoxicante.

 

Como eliminamos as toxinas do organismo?

A desintoxicação melhora a absorção de nutrientes e promove uma verdadeira limpeza no corpo, em especial no fígado, rins e intestino, órgãos centrais do metabolismo orgânico. Além de eliminar da rotina os alimentos industrializados, ricos em gordura saturada, açucarados e salgados, devemos ingerir aqueles que nos ajudam a “cuidar” do nosso corpo. O fígado, por exemplo, é responsável por eliminar as toxinas que têm afinidade com as células adiposas. Em excesso, elas aumentam os estoques de gordura, principalmente da região abdominal. Um dos nutrientes que tem a função de limpar o fígado é o enxofre, presente principalmente em vegetais mais escuros, como a couve, o brócolis e o agrião. O suco verde, que contém agrião e couve, pode ser tomado duas vezes ao dia.

Para regular o intestino, a medida mais eficiente ainda é a ingestão de fibras, que dão saciedade e nutrem a flora intestinal com bactérias “do bem”. Quando a barreira do intestino não está saudável, os xenobióticos (compostos químicos estranhos ao organismo) entram em maior número na corrente sanguínea. Aumentar o consumo de alimentos com propriedades antibióticas (alho, cebola, rabanetes, alho-porro, etc.), daqueles que estimulam a atividade do sistema imune e dos que possuem ação alcalina, como limão e acerola, também é super importante.

 

Dica da nutricionista Letícia Pimenta


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Postado em 23 de agosto de 2016, por  
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